domingo, novembro 17, 2013

E viva a República e Viva a Democracia, (...) Via?

Certo país que poucos realmente conhecem, e que foi redescoberto por ávidos e vorazes conquistadores, que buscavam em suas vastas terras uma fonte para suprir suas luxúrias. Que logo nos seus primos anos teve ceifado de suas carnes o seu ouro rubro, não morreu. Cresceu e passou por muitos dissabores, e apesar de ser habitado por um povo dito pacífico, viveu muitas guerras, algumas declaradas, outras veladas.


Foi explorado, libertado, libertado do libertador, e novamente acorrentado, por seu próprio sangue, lutou, e se consagrou como o país da liberdade, mesmo que tardia, mesmo que vazia.

Hoje encontra-se novamente em guerra, uma guerra fria, não gelada, necrófila. Todavia uma guerra homeopática, feita de pequenas baixas analgésicas.

Não sabemos mais como vencer esta batalha, pois o brado retumbante, não mais nos libertará, e os raios em fuga, não irão brilhar. Pois seu povo se esqueceu de quem é, não sabe mais contar sua história, não é mais capaz de honrar seus antepassados, e certamente não terá descendentes para honrá-los.

Pois nesta guerra fria que se desenrolou ao longo dos anos, muitas vítimas, muitos órfãos surgiram, filhos sem origem, sem pais, sem nação, filhos do sistema cruel e nefasto que lhes cerrou os olhos, pois temiam olhar para os monstros que criavam.

E agora tal qual no romance Frankenstein, criamos uma sociedade marginal, formada pelos restos pútridos de um povo que se nega a olhar para traz, e teme vislumbrar o futuro. E que agora de tochas a mão vai de encontro aos seus monstros para confiná-los nas mais altas torres, e por derradeiro atear-lhes fogo.

Roger Coutinho

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