sexta-feira, setembro 20, 2013

Rompendo paradigmas

Em meados do século XVI Copérnico escreveu “De revolutionibus orbium coelestium”, onde propunha uma nova teoria em contestação ao geocentrismo, propondo a ideia que a terra é que girava em torno do sol (Heliocentrismo). Fato que levou a uma grande contenda entre os cientistas e teólogos de então. Que hoje sabemos correta e que levou a uma mudança radical e ao rompimento que um paradigma fortemente enraizado.
Atualmente necessitamos que igual ruptura no que tange ao pensamento econômico em voga, pois a grande discussão da nossa era é a economia gira em torno do ambiente, ou o ambiente giro em torno da economia.
Defendo que não se trata de mudar o foco, mas sim de usar o principio mais básico da economia no trata das questões ambientais. O princípio que reza que, os recursos são escassos e as necessidades são infinitas, por este motivo devemos usá-los com parcimônia, para que nossas necessidades possam continuar sendo satisfeitas.
A final se retomarmos a essência da ciência econômica, que possui em sua grafia o seguinte significado: A palavra “economia” deriva da junção dos termos gregos “oikos” (casa) e “nomos” (costume, lei) resultando em “regras ou administração da casa, do lar”. Teremos uma ciência que busca gerir a nossa casa, a terra. E este não é o conceito de gestão ambiental.
Assim defendo que não há motivo para mantermos em voga o conceito paradigmático ambiente versus economia, temos sim é que pacificar os múltiplos interesses humanos, e desta forma realmente promovermos a sustentabilidade. 
Ou nas palavras de Ignacy Sachs: “O desenvolvimento sustentável obedece ao duplo imperativo ético da solidariedade com as gerações presentes e futuras, e exige a explicitação de critérios de SUSTENTABILIDADE SOCIAL E AMBIENTAL E DE VIABILIDADE ECONÔMICA. Estritamente falando, apenas as soluções que consideram estes três elementos, isto é, que promovam o crescimento econômico com impactos positivos em termos sociais e ambientais, merecem a denominação de desenvolvimento”.

Roger Coutinho

Nenhum comentário: