As idéias de planejamento e gestão dos recursos naturais remetem as antigas civilizações Asiáticas, sendo notória a relação harmoniosa destas civilizações, com regime de cheias e vazantes dos rios e os ciclos da colheita. Relação esta mantida através de um complexo e intricado sistema centralizado de gestão, que pode ser entendido como o embrião dos atuais sistemas de administração, e quiçá do planejamento e gestão ambiental.
Embora estes conceitos sejam mais antigos que a moderna civilização capitalista, o crescimento vertiginoso da espécie humana e o aumento das demandas por insumos naturais,
pela dominação da terra, e pela ocupação de toda a face do planeta, levaram a humanidade a desprezar a sábias lições do passado. Lições que nos levam ao filosofo Plantão e sua famosas
cartas a Tímeus e Critias, e a mítica Atlântida que sucumbiu devido a sua grande capacidade de “domínio” sobre a natureza.
Neste ínterim a crise ambiental que se configura no horizonte da civilização terrestre tem levado a sociedade humana e a reavaliar conceitos e a buscar alternativas sustentáveis, tanto sob o aspecto ambiental, quando sob o econômico, para a manutenção dos sistemas que garantem a sobrevivência da civilização.
Assim sendo, encontrar meios de garantir a manutenção econômica do sistema em voga, bem como manter incólume ou sob uso racional os recursos naturais é a condição sine qua non para livrar-nos de um destino cataclísmico, previsto não por profetas e visionários, mas sim pela ciência.
Roger Coutinho
Roger Coutinho

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