quinta-feira, agosto 15, 2013

Ecologia o novo mote.

Falar em meio ambiente, em ecologia, tornou-se assunto comum, todos falam, porém poucos sabem o que falam. Não estou aqui querendo tornar o trato das questões ambientais algo sagrado, que se pode ser discutido pelo alto clero ambientalista. 
Todavia é importante entender a questão com mais proficiência, para que o assunto não volte a ser visto com coisa de riponga, de intelectual de esquerda, fiscal da natureza (se é que para as grandes massas esta visão algum dia mudou). Que fique claro que ecologia não é filosofia de boteco, é ciência. 
De fato o pensamento ecológico é o novo paradigma, que gradativamente esta substituindo o pensamento capitalista-cartesiano.
Por definição este novo paradigma intitulado Ecologia Profunda, foi proposta pelo filosofo norueguês Arne Naess (1973) sendo este conceito posteriormente adotado por diversos pensadores como o novo paradigma, voltado à sustentabilidade da vida.
Mas recentemente, Capra adota este conceito e esclarece: “O novo paradigma pode ser chamado de uma visão de mundo holística, que concebe o mundo como um todo integrado, e não como uma coleção de partes dissociadas. Pode também ser denominada visão ecológica, se o termo “ecológica” for empregado num sentido muito mais amplo e mais profundo que o usual. A percepção ecológica profunda reconhece a interdependência fundamental de todos os fenômenos, e o fato que, enquanto indivíduos e sociedade estamos todos conectados aos processos cíclicos da natureza (e, em última análise, somos dependentes desses processos). (...) A ecologia rasa é antropocêntrica, ou centralizada no ser humano. Ele vê os seres humanos como situados acima ou fora da natureza, como a fonte de todos os valores, e atribui apenas um valor instrumental, ou de “uso”, à natureza. A ecologia profunda não separa seres humanos – ou qualquer outra coisa – do meio ambiente natural. Ela vê o mundo, não como uma coleção de objetos isolados, mas como uma rede de fenômenos que estão fundamentalmente interconectados e interdependentes. (...) Em última análise, a percepção da ecologia profunda é percepção espiritual ou religiosa. Quando a concepção de espírito humano é entendida como o modo de consciência na qual o indivíduo tem uma sensação de pertinência, de conexidade com o cosmos como um todo, torna-se claro que a percepção ecológica é espiritual na sua essência mais profunda.”

Roger Coutinho

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